Mantendo-se a situação actual, Portugal nunca cumprirá os compromissos assumidos em termos de emissões de CO2 para 2012. Mesmo com as iniciativas de eficiência energética já em curso. Mas se for activado todo o potencial das TIC, através de várias iniciativas, é possível reduzir as emissões totais de GEE da economia em até 15%, (mais de dez vezes o impacto directo que o sector tem neste momento), possibilitando alcançar os objectivos já em discussão para 2020. As conclusões do Smart 2020 Portugal são claras: o potencial de redução de emissões estimado noutros sectores da economia por aplicação das TIC permitirá reduções de até 11,9 MtonCO2e, Ou seja, o equivalente a 2,2 mil milhões de euros em poupanças de custos com carbono e com energia, através da desmaterialização de processos e interacções e de aplicações ao nível das redes de transporte de energia, edifícios, transportes e dos motores e processos industriais. O relatório liderado pela APDC aponta 3 áreas chave onde as TIC podem actuar no combate às alterações climáticas: nos sistemas de “Pagamento por Emissões e Gestão de Congestionamento Urbano” em transportes; nos sistemas de gestão da distribuição e consumo de energia eléctrica (Smart Grids); e nos sistemas de gestão inteligente de eficiência energética em edifícios. Só estas iniciativas permitem realizar 55% do potencial identificado. Para estas oportunidades, são apontados caminhos onde o desenvolvimento e implementação de soluções pioneiras que podem não só dar um contributo decisivo para a redução de emissões de GAE, mas também constituir soluções exportáveis que contribuam para o crescimento da economia numa base de baixa intensidade de carbono.
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